PARTICIPANTES

 

1- Clara da Costa
2- Eugénio de Sá
3- Odir Milanez
4- Luiz Gilberto de Barros- Luiz Poeta
5- Ary Franco ( O Poeta Descalço)
6- Hamilton Brito
7- Sonia Nogueira
8- Nelson Carvalho
9- José Hilton Rosa
10- ZzCouto
11- Maria Olga de Oliveira Lima
12- Osmarosman Aedo (IWA) Poetas del Mundo
13- Isabel C S Vargas
14- Cássia Vicente
15- Gina Maia
16- Marinez Stringhetta/Mara Poeta
17- Mifori
18- Nilza Stringhetta Rossi
19- Suzete Palitos
20- Fernando Alberto Salinas Couto
21- João Coelho dos Santos
22- Zenaide Giovinazzo
23- Sueli do Espírito Santo
24- Márcia Larangeira
25- Cel (Cecília Carvalho)
26- Virgílio Roque
27- Humberto-Poeta
28- Eline Santos
29- Yna Beta

 

 

 

NA PENUMBRA DAQUELE BAR
Clara da Costa

Um arrepio sutil
o tom do silêncio a nos afagar
a doçura do teu sorriso iluminado e travesso
bailando no meu olhar.

Plantamos rosas no peito,
ao ritmo de nossos corpos atordoados,
em dolente melodia na claridade dos desejos,
aromas e ais impregnados.

Eu, você, o vinho, o blue...
desejos brotam em desalinho, o vento a soprar
ecoando versos...e a poesia se faz
na paixão que palpita na penumbra daquele bar.

 

 

NOITE NO BAR
Eugénio de Sá

Naquela foto há um mundo controverso
de sentimentos que à minh’alma afloram
que estas taças bebidas mais exploram
deixando ver s mágoas do avesso

Fito nostálgico do fundo bar
os vultos que evoluem ao balcão
e sinto que na minha solidão
só essa solidão tenho p’r amar

Verte-se a chuva copiosamente
nos vidros biselados da janela
enquanto m’embriago tristemente

E na fumaça de um último cigarro
se vai esvaindo o rosto que adorei
sem que me importe já o seu desgarro

 

 

PELOS BARES DA VIDA...
Odir Milanez

O bar é sempre a casa do Poeta.
É no bar que o Poeta se completa,
que das Musas recebe inspirações.
No bar não há somente embriagados.
Há poetas febris e apaixonados,
a mesma história e múltiplas versões.

É no bar que a su’alma se projeta
além da inspiração, de amor repleta,
iludida das próprias ilusões.
Pelo bar passam passos repassados,
perenizando prantos projetados
sobre as sombras senis das solidões...

 

 

“PRA QUALQUER LUGAR”
Luiz Poeta – Luiz Gilberto de Barros-CD Bossa Light – Luiz Poeta

No bar de nossos encontros, um copo caiu,
Molhou seu vestido, mas você sorriu
E disse: - Benzinho, não importa não,
Quando existe amor, existe perdão
E todo esse encanto não pode findar...

Sorrimos, molhei sua boca de amor e cerveja,
De espuma, de sonho, num beijo, ora veja
Que até o garçon sorriu pra nós dois,
Foi tão natural que fomos depois
Vagando juntinhos pra qualquer lugar.

Agora, lembrando do copo, eu passo sozinho,
Procuro seus olhos e perco o caminho
E penso, fui tolo, meu sonho findou-se,
O bar, a cerveja, o amor acabou-se
Só restam meus passos pra qualquer lugar.
Pra qualquer lugar...
Pra qualquer lugar.

 

 

NA PENUMBRA DAQUELE BAR

Ary Franco (O Poeta Descalço)

Sentado no cantinho, bem afastado.
Envolto pela fumaça dos fumantes.
Invejo idílios trocados entre amantes.
Sinto-me só, um reles abandonado.

Ébrio, na bebida tento te esquecer.
Mas sonho com o dia que irei te rever.
Novamente te beijar, de novo te amar,
Ainda que na penumbra deste bar!

 

 

Na penumbra daquele bar
Hamilton Brito

Parecia até conspiração...
aquelas luzes incidentais
bailarina meio que nua
e um jazzista a cantar...
Ouvia-se um piano dolente
e tudo mexia com a gente.
clima perfeito para a luxúria.
Mas eis que surge o amor
você, eu e a penumbra de um bar

 

 

 Na Penumbra de Qualquer Bar
Sonia Nogueira

Em cada canto a música enaltece
corações atormentados, carentes,
passos deslizam, o som enaltece
os sonhos acordam ali presentes.

A emoção viaja no corpo dolente,
no embalo do ritmo e da saudade,
quanta emoção, o violão plangente
derrama seu trinar em acuidade.

A lágrima solta corre desprovida
inconsciente, talvez, ao ressuscitar
memórias ocultas e apetecidas
Na Penumbra de Qualquer Bar.

 

 

Na Penumbra D’Aquele Bar
Nelson Carvalho

Foi n'uma noite de ramboia,
com "meninas", copos a fartar,
que aquela bela lambisgoia,
enrocou-se em mim, tal jiboia,
NA PENUMBRA D'AQUELE BAR!

O que se passou, vou relatar,
foi n'uma festa de despedida,
naquele domingo ia-me casar,
NA PENUMBRA D'AQUELE BAR,
ao perder a liberdade de vida
mas graças a Deus bem sucedida,
que o forró é ( Foi) não olvidar!

 

 

Na penumbra daquele bar
José Hilton Rosa

Ainda que me embriago nas palavras,
me afogo nas lágrimas das emoções,
choro a ignorância do não saber.
Peço a mão para beijar,
levanto meus olhos para sua beleza,
encanto com o sorriso que me deixa sóbrio.

 

 

NAQUELE BAR!
ZzCouto

Sentados à mesa do bar,
foi que nossas mãos se entrelaçaram,
nossos abraços perlongavam alegremente.
Em frente ao balcão ainda deserto,
nossos olhares se amavam profundamente.
Um copo de vinho e depois outro
em seguida servidos,
cultivavam horas
e momentos infinitos,
perdidos em pensamentos
no mistério oculto da magia
de nossas afinidades que
aquele bar abrangia.

 

 

NA PENUMBRA DAQUELE BAR
Maria Olga de Oliveira Lima

Na penumbra daquele bar
Aconteceu o primeiro deslumbre,
O primeiro arrepio,
O grande desejo, a cobiça,
A magia...
E todo o encantamento propício
Para um lindo e primeiro encontro...

Tudo se desenrolou
Tornando meu coração alvoroçado...
Realmente apaixonado.

A ternura da música
Embalou com doçura
Nosso primeiro beijo.

E na penumbra daquele bar
Consegui ver no teu rosto
O sorriso iluminado
De uma paixão sem fim...

 

 

NA PENUMBRA DAQUELE BAR
Osmarosman Aedo- 2.000 e (ainda) Nós

Aonde uma luz que decalca rostos,
Satisfaz a noite que insatisfeita deixa exposto
O sorriso da dama do canto da mesa,
Que pede uma dança entre um ou outro moço...

Atira a flecha que o olho no olho
Exibe como "ás" de jogador insosso,
A cartada final da música ébria em alvoroço,

Enquanto o salão iluminado de lado a lado,
Reflete amores aos bocados,
Findando mais um dia enfim...
E na penumbra daquele bar, agora adormecido,
Recostam-se cadeiras vazias
No mesmo balcão da infeliz nostalgia.

 

 

Na Penumbra Daquele Bar

Isabel C S Vargas

No bar...
No escurinho daquele bar
Encontrei um olhar doce
Escondido na multidão
Que distraída não notou.

Sozinho em busca de alguém
Seu olhar requeria atenção
A fim de acabar de vez
Com o flagelo daquela alma.

Entre olhares, verbos, silêncios
Encontramos um rumo na vida
E na luz, caminhos, sorrisos
Jamais abandonamos a trajetória.

 

 

Na penumbra daquele bar
Cássia Vicente

Um rosto perdido entre os demais
finge estar ali com um copo na mão,
Mas...quem o observa percebe que
seus pensamentos vagam longe dali...

Seus olhos parados de frente ao palco
não percebem as dançarinas a lhe provocar,
nenhum sinal indica sua presença mental..,

Do seu físico brota um sorriso infantil
onde as bailarinas respondem sem notar...
É mais um na multidão...E daí?!

Mas, ele não está sorrindo pra elas,
sorri das lembranças de horas atrás
onde deitado no leito alheio
degustou do mais puro sabor virginal.

Na penumbra daquele bar nada mais a declarar...

 

 

NA PENUMBRA DAQUELE BAR

Gina Maia

Passeamos em avenidas
cujas esquinas são guaridas
de chulos e prostitutas.
Escravos torturados
na alma e na sua carne tocados,
por suas próprias condutas.

Escravatura do alcool e dos bordéis,
Infeliz de quem embarca
em tamanhos carrocéis.
Preferiam ser amados,
mas vegetam em extorsão.

Menina, mulher tormento
a escrava de qualquer um.
Faz rotina do lamento
e sofre de solidão.

Já bebe antes de entrar ;
Põe máscara e vai dançar
no antro da podridão,
na penumbra daquele bar!

 

 

Na Penumbra Daquele Bar

Marinez Stringhetta/Mara Poeta

Lembranças...
Uma década e mei
Sábado de junho
Noite fria pedia companhia.

Na penumbra daquele bar
Passos sintonizados
Ao som da banda...
Apaixonei-me.

Paixão
Paixão dolorida
História de vida sofrida
Jamais passo e compasso
Nada a completar.

Hoje você...
Nos pensamentos
Recrio...Reinvento...
Inspiração poética.

 

 

NA PENUMBRA DAQUELE BAR
Mifori

Naquela noite de inverno,
aquele abraço tão terno,
colocou-me num inferno.
Foi assim..., voce partiu
sem saber..., mas me feriu!
Nas incertezas da vida,
peço mais uma bebida
e bebo e sonho iludida!

 

 

Na Penumbra Daquele Bar
Nilza Stringhetta Rossi

O ambiente à meia luz
O som orquestrado ao canto esquerdo daquele bar
Conduz os amantes-mais que namorar
Ardentes beijos no lampejo da penumbra.

O desejo inflamável, palavras desconectas.
Planetas artificiais giram na atmosfera
Acordam a fera contida
Indomável.

Suave música envolve corpos suados de desejos
Num lampejo de sanidade
O casal volta à realidade!

 

 

Na Penumbra Daquele Bar
Susete Palitos

De fundo um blues cantado ao vivo
Mistura-se ao burburinho dos amantes
E eu viciado me embriagando de você
Nossa mesa... hoje minha mesa

E um lugar à tua espera
No meu copo, agora vazio
Passam-se as horas
E o nosso encontro

Que é desejo só meu
Esperançoso pede mais uma dose
Na penumbra daquele bar

 

 

NAQUELE BAR

Fernando Alberto Salinas Couto

Eu que só desejava te fazer
das mulheres a mais feliz,
te cobrindo só de prazer,
carinho, de muitas regalias
e felicidade que sempre quis,
não imaginava que me traias.

Hoje, tudo aquilo é passado
e, ao lado de quem me ama
as lágrimas não são minhas,
pois já me sinto realizado,
enquanto tu estás na lama,
sem aquilo que ainda tinhas.

Apesar de teus desenganos,
nunca pensei te encontrar,
assim, depois de muitos anos,
só e na penumbra daquele bar.

 

 

Na Penumbra Daquele Bar

João Coelho dos Santos

Na penumbra daquele bar,
Versátil sedutor usa, mais que indiferença,
Hostilidade. A fatalidade é um dom
De combate ao derrotismo.

 

 

PENUMBRA
Zenaide Giovinazzo

Naquele bar de nós dois,
envolta na solidão e penumbra,
lembro-me da paixão voraz
e do amor fugaz...
Da nossa vida bandida
ficou a saudade contida!

SP/Setembro de 2015

 

 

Na Penumbra Daquele Bar

Sueli do Espírito Santo

Na meia luz, de relance
Teu olhar brilhava romance
Na penumbra daquele bar
Sorrisos se encontravam

Pulsações se aceleravam
O amor estava pelo ar
Na penumbra daquele bar
Teu olhar me seduziu
E um doce desejo surgiu.

 

 

Na Penumbra Daquele Bar
Márcia Larangeira

Observei aquele olhar penetrante
E a leve carícia no toque das mãos
Vi o despertar de uma paixão
Naquela noite quente...sufocante ...

Na penumbra daquele bar
Ao olhar para o casal na mesa ao lado
aos beijos e abraços apertados
Desejei trocar de lugar

Pois minha fantasia naquele momento
quando meu olhar procurou o seu mais uma vez
era despertar em você o mesmo sentimento

Mas não tive nem a dúvida de um talvez
somente a dor de um momento que se perdeu
quando vi em seu olhar minha estupidez

 

 

NA PENUMBRA DAQUELE BAR
Cel (Cecilia Carvalho)

Meu olhar encontrou o seu
a seguir trocamos um sorriso
a partir daí meu coração se perdeu
descobri que de voce eu preciso.

Voce veio ao meu encontro
ousado e confiante me tirou para dançar
e eu trêmula e nervosa naquele antro
em seus braços fui me aconchegar.

Aquela música nos atraia, atordoava
percebemos o efeito da magia
senti que já te amava
voce era meu mundo de poesia

 

 

NA PENUMBRA DAQUELE BAR

Virgílio Roque

Na penumbra daquele bar,
pude inúmeras coisas olhar,
meu pensamento solto divagar,
em objectos e pessoas se focar.

Vi o aniversariante feliz se divertir,
o desempregado da realidade fugir,
a prostituta a profissão querer cumprir,
o gatuno o dinheiro procurar extorquir.

Vi o negociante seus negócios exercer,
comerciantes a alguma actividade fazer,
todos procurando a bebida poder tragar.

Vi apaixonados alguns beijos querer roubar,
reparei no cafetão cujo olhar tudo percorria,
então parei e perguntei, o que só ali fazia?

 

 

NA PENUMBRA DAQUELE BAR

Humberto - Poeta

Querida, eis simples resumo
do que seja um cabaré:
drinques, droga, e pra consumo
mulheres sem rumo ou fé.

Mas isso não nos deslumbra,
pois o bom mesmo é abusar
na pervertida penumbra
daquele gostoso bar!

 

 

Na Penumbra Daquele Bar

Eline Santos

Meus olhos cruzaram com os teus...
Na penumbra daquele bar.
Percebi nos teus olhos a gula do desejo,
Percorrendo o meu corpo inteiro.
Estremeci ao lembrar o gosto amargo que ficou,
Depois que foste, sem ao menos dizer porque partias.
Saí, sorrateiramente daquele nefasto bar,
Decidida, sem olhar para traz.

 

 

Na penumbra daquele bar
Yna Beta
Lembro-me bem daqueles momentos, ao som do bolero, sendo tocado ao piano.
Nossos corpos colados, em sensuais volteios e os olhares nos traindo, tentando encobrir nossos desejos.
Suas mãos, em um frenético vai e vem em meu dorso, nossos lábios se roçando num gostoso beijo.
Com nossos corpos ardentes, envolta em seus fortes braços, de mansinho a pista de danças era só um distante espaço à procura de uma penumbra daquele Bar ...

 

 

 

Adaptado por Mara Pontes

 

:::VOLTAR:::