Ao pé do ouvido
 
Tentando responder à pergunta, o que mais precisava para ser feliz, nem precisou pensar muito, se fosse pretenção que a desculpasse, mas estava verdadeiramente num estado de felicidade plena, não conseguiu pensar em nada para dizer, preciso disso ou daquilo para ser feliz. isso era bom? Se era, quantos momentos complicados passou para chegar a este estado d'alma. Se valeu a pena? Cada tormento. Dizem que depois da tempestade vem a bonança, estava literalmente vivendo a bonança, quanto tempo iria durar, não importava, cada respiração era uma benção, tudo que sonhava, planejava, acontecia numa velocidade que poderia ser comparada com a da luz divina, a luz que um dia acendeu e ascedeu sua vida predestinada a não se apagar, até que...que importava o tempo, se o tempo presente é seu melhor presente. Laço de fitas? todas as cores uniam o conjunto. O sorriso, a docilidade da cumplicidade nada mais traduzia que a parceria num chocolate. Era, borboleta de dia, aleluia a noite, na madrugada era anjo que voava para os braços de alguém, quando a presença não permitia ser concreta. Segredando, quem sabe morta, contaria quem, como a morte estava longe de acontecer, nome para que? Hahahahaha...esboçar sorriso a toa, era o que mais acontecia, você percebia e curiosa implicava. A boca fingia não entender e nem respondia, o coração agradecia e estufava vaidoso. Em boas mãos, em bobas mãos deixava seu corpo e alma entregues ao sabor da paixão, que também dizem, dura alguns anos, mas que, contradizendo a regra esta estava passando de quarto décadas. Deveras interessada em saber quem é o ser? Só posso te dizer, desconfiar pode, provar não pode, apenas eu, gozo este prazer. O sabiá beija a poça d'água, eu te beijo toda prosa e agradeço por me emprestar teu ouvido cor-de-rosa.
 
(em uma tarde de Setembro de 2010)


 

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