A VIDA EM CONSTRUÇÃO

...E o verão chegou, e com ele o sol forte ardendo as costas, que nua,

se mostravam ardentes por água, mas ela estava escassa, pingando

aqui e acolá. Nas costas somente o sol ardente.

O livro era a enxada. As palavras a terra fértil. O suor, a borracha que

apagava todas as tardes as páginas escritas na terra em construção

para serem reescritas sob o sol forte que o amanhã traria.

E, entre um dia e outro, a noite trazia frescor ao papel que representava a vida.

Soletrava o trava língua destravando sua essência e dormia em paz.

Cássia Vicente

 

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