Da Janela...

Sentada em frente à janela, observa cada diferente som. O grilo, o mugido da vaca, os pássaros cantando ( não identifica quais), apenas o pássaro preto que não sai da sua varanda, este sim ela conhece bem o som, ele sempre está lá, ora bicando o retrovisor do carro, pensando ser outro pássaro e lutando ardentemente pela sua fêmea, que esta fazendo o ninho(nesta época é período de reprodução), ora se juntando aos outros numa feliz sinfonia.
Isso tudo se juntando ao barulho da roda d´água que dá uma sensação de frescor e tranqüilidade.
Ah! o verde, as árvores que se juntam formando um recanto bonito de mata, a água cristalina do lago, marrecos e peixes passeiam por ela tranquilamente (não pode vê-los da janela, mas sabe que estão lá).
O vento fresco, mesmo com o sol torrando lá fora, da uma sensação de prazer. Cada som é uma música aos ouvidos.
Seus sentidos transpassam a felicidade, chegando ao êxtase da total liberdade que sente.
Fecha os olhos e deixa que seus pensamentos voem longe junto com o vento, buscando inspiração pra sua próxima poesia.
Abre os olhos bem devagar, vira-se e começa a escrever...


"Neste instante pássaros cantam na minha janela
são de um preto singular, brilham ao sol,
voam de um lado pro outro numa alegria que contagia
o vento suave entra em contato com meu corpo
um arrepio gostoso passo a sentir...
paro diante do que sinto...respiro...aspiro profundamente o ar
deixando contaminar-me...

Volto ao passado, quando menina ainda conheci meu primeiro amor
amor que teria sido perfeito enquanto durou...foi bom, mas já passou...

Retorno ao presente, meu amor maduro que hoje sei importante
esta mais que presente, constante junto ao meu ser
avivando meu corpo a cada dia...me ensinando e me enlevando o dia-a-dia...

Assim vou caminhando...agradecida por este presente (in)constante, mas feliz...

Volto meu olhar pro infinito e posso ver nele grafado em meio ao sol, meus dias,
minhas fantasias, meus (des)amores e... quem sabe mais o que...
certo é que me sinto feliz!".


Suas mãos travam ao último toque no teclado, nada mais a declarar, apenas olha pro dia e diz bom dia!

 

 

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