...E

...e depois de desenganos...chegou certa de, não mais enganos!, tudo era certeza,
desperta da letargia, seguiu célere ao plural das suas frases e sem parafrasear fulano
ou ciclano, parafraseou a sua própria imagem diante do espelho da sala de estar.
Pouca coisa saiu, não mais que duas dezenas de estrofes soltas as vento do ventilador
do teto azul marinho, era mar? Nem que se queira, era cerrado, do mais autêntico, com
direito a lobo guará e sabiá.
...e depois de tantas tentativas...estava certa que acertara na mosca, era sopa no mel,
café com bolo de chocolate e, sem avental, inventou escrever na parede do quarto uma poesia
de amor, pegou o pincel e escorregou os dedos no branco neve, agora sim, preto no branco e
tudo no mais, na mais perfeita ordem virginal.
...e depois de tudo no lugar...o sorriso não se fez de rogado e, na certeza de agradar, esperou...

Abril 2012

 

:::VOLTAR:::