O perfume dela (conto sintético)

Cássia Vicente

 

Não era primavera no ar, entanto do coração dela, flores se abriam  e os cheiros se misturavam ao dela no ar.

 Entretanto, ele tão longe, não sabia explicar porque  suas narinas sentiam o cheiro dela tão forte que o deixava sem ar. Numa destas tentativas de acertar seus pensamentos, chegou a decifrar o corpo dela no ar. Numa destas loucuras, não se conteve , suspirou em voz alta o seu amor e se sentiu levado pelo ar. Profunda dor sentiu no peito, que sem jeito de explicar disse ser culpa do quente ar. Quente mesmo estava seu corpo, como copo de leite a transbordar, deixou pingar em gotas seu suor em desejos de tê-la mesmo que fosse no perfume do ar. O dia ia se esvaindo, a noite chegando no cheiro da dama-da-noite do seu jardim e a desculpa foi o perfume dela no ar.

 

 

Janeiro 2012

 

 

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