O sorriso dela

Cássia Vicente

A tarde estava terminando lindamente, o sol forte contrastava com um vento gostoso,
o brilho do sol brilhava nos olhos dela, quando entrei e a vi sentada frente a janela,
seus olhos estavam sorrindo, e eu me perguntei o que acontecia
com os olhos dela em cada mudança, seriam eles a sua expressão?
Anunciei um oi e ela retribuiu com um sorriso, como gosto do sorriso dela!

A parte boa do final da tarde era voltar para casa e ver seu sorriso.
Sempre me recebia com um sorriso largo, outras poucas com um triste sorriso e isso doía minh´alma culpada,
conviver com um poeta não era fácil, mudança de temperamento era corriqueiro, e eu, simples mortal
sofria com as tempestades de verão.
Todos temos inverno e verão em nossas vidas, mas com uma frequencia habitual, somente quem convive com um poeta.

A noite estava chegando, fria e chuvosa, isso era gripe na certa e, cama era a receita, mas como repousar
se sou a máquina e ela a locomotiva?
Por mais que tentasse entender esta divindade, mais me confundia, era um misto de amor e ódio, paz e desassossego.
Anjo e demônio nos lençóis, lenha na fornalha e poesia ao amanhecer.

Joguei a tolha em cima da cama. Hoje vou desarrumar a vida! Afinal o sorriso fora largo e solto.

outubro 2011

 

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