Um conto quase infantil

 

 A porta estava aberta e eu entrei, já estava grandinho pra entender que isso não era legal, mas desobedeci minha inteligência e entrei naquele galpão escuro, senti um arrepio, mas era um garoto corajoso e aquele arrepio não me fez retornar, Apesar do calor que estava fazendo lá dentro estava gelado. Oopa! um rato passou subindo depressa pela parede em direção ao teto, ufa! espero que não caia na minha cabeça, acelerei os passos e dei um esbarrão em alguma coisa, ichi, acho que machuquei o dedão, senti um melado escorrer, era sangue, meu ou de quem? Escutei um miado, do gato! machuquei o gato, vem cá miau, ele saiu correndo atrás de alguma coisa que não pude identificar, um rato com certeza, gatos adoram ratos, ah!, mas gostam de passarinhos também, pode ser um. Senti dois olhos me observando, ai, ai, hoje é o dia, cruzes!, uma coruja branca, das grandes, e eu quase fiz xixi na calça, melhor segurar, como vou explicar depois. Hum!, que cheiro de azedo, eu amo fazenda, mas sinceramente prefiro os cavalos no pasto, correr no mato, pescar no rio, esquecer o jacaré e nadar no lago, até correr dos quero-queros, mas estar neste galpão não é minha melhor aventura, vou sair bem devagar pra não demostrar medo, mas confesso só pra mim que  juro que vi uma cobra,. Saí correndo, ninguém à vista, vou catar manga no pé.

 

Cássia Vicente

novembro 2011

 

:::VOLTAR:::