Aprisionando verdades
Clara da Costa
 
Chega de juras de amor desbotadas,
de certezas que se quebram em restos de verdades,
de palavras em versos camuflados
jogados ao vento,
sem nenhum sentimento,
ferindo em reticências,
nos cenários sombrios de sutis sentimentos
de adeus...
 
Vou embora,
sem despedidas,
n solidão de meus pensamentos,
calada,
sem chão,
sem emoção,
sem feridas
nesse caminhar sem soluções,
aprisionando verdades
no sussurro melancólico dos ventos
que passam por mim...
cúmplices de meus cansados lamentos.
 
 
***
 
 
É tempo de partir
Eugénio de Sá
 
É tempo de partir, sem mais hesitações
Sem destino?- que importa- Mas partir!
É urgente assumir decisões
Pois a alguém, mais que a nós, há-de convir.
 
Partir, partir, mesmo sem rumo certo
Rangendo os dentes, fazendo por sorrir
Mesmo comendo o pó d’outro deserto
Se isso for importante para nos unir.
 
Temos que reunir os cacos que ficaram
De nós próprios, depois de esmigalhada
Dignidade e amor que nos tomaram
Pois só restou de nós quase nada.
 
Depois, o sofrimento redendor
Virá juntar-se à velha solidão
E calará em nós o vão clamor
Quando à boca nos chega o coração.

 

 

 

 

 

 
 
 
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