CHEGA!
Clara da Costa
 
Chega de juras de amor desbotadas,
de palavras em versos camufladas,
jogadas ao vento,
sem nenhum sentimento.

Chega!
 
Vou embora,
sem despedidas,
calada,
sem chão,
sem emoção,
sem feridas,

aprisionando verdades...

 

 
 
 

Chega!

Eduardo Gragnani

 

 

Vou sem nada levar,

Palavras não mais serão ditas,

Seguidas por atitudes não acontecidas,

Que fique longe esse sofrimento maldito,

Ele que só me fez ficar em vida maltrapilho,

Chega de trágicas lembranças,

Que nunca e jamais trarão esperanças,

O passado é como um rio que vai,

Ninguém consegue segurar tal,

A quem queira saber,

Vou ao mundo emudecer,

Distante para aonde irei,

Nem saudades da vida que esperei,

Incólume ao cósmico não ficarei,

Pagando caro muitas das atitudes que não tomei,

Nada e nenhum esforço valeram,

Tortuosos caminhos que as saudades trouxeram.

 

23/Novembro/10

 

 
 
 

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