FECHEI A PÁGINA
Clara da Costa
 
Na penumbra cinzenta da saudade,
dobro esquinas,
no teu corpo querendo achar
minha estrada.
 
Ouço uma canção,
que traz teu aroma
no balé dos pássaros e das ondas que beijam as pedras.
 
Quisera me transformar em vento,
tocar cada pedaço de nossa alegria,
dos nossos  sonhos indecentes,
apaziguar meus desejos.
 
Pensamentos loucos,
gotas de delírios,
tristes ais...
 
Fechei a página,
uma história para sempre,
ainda que nós...não mais.
 
Praia de Pipa/RN
03.05.10
***
Diálogo poético com Clara
         Edson Gonçalves Ferreira
     

Na penumbra cinzenta ,
a saudade fala
e cruza as esquinas
do teu corpo que conheci, amor,
quando encontrei a estrada do bem-querer.

A canção ainda vigora
e ainda traz o teu aroma
perfumando as minhas tardes
como se tu fosse um jardim de rosas
onde pássaros gorjeiam cânticas líricas para eu escutar.

Tu és o vento amado de Deus
que, tocando o meu corpo, me enleva
e faz com que eu alcance dimensões inimagináveis
onde só os corações apaixonados entram.

Contigo abro as páginas das nossas vidas
e escrevo nelas este poema inspirado no da poetisa
que, embora tenha chegado só agora, já conquistou o meu coração
e o conduz até a tua presença amada
.

Divinópolis,
 12.05.2010

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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