NA IMENSIDÃO DO NADA
Clara da Costa
&
TUDO OU NADA
António Barroso (Tiago)
 
 
 
 
 
 
 
A saudade
abraça
pulsa
no tempo empoeirado do retrato...
 
A voz
chama
clama
nos escombros dos sonhos...
 
O cansaço
os dirfarces
os olhos vagos
alimentam o grito nos obscuros silêncios d'alma...
 
O vazio
profundo
silencioso
devaneios nostálgicos...
 
Corpo nu
coração acelerado
segredos murmurados
explodem na imensidão do nada...
 
Praia de Pipa/RN

 

 

 

 

 
 
Te culpo, sem qualquer atenuante,
Quando te vi, na tarde ensolarada,
Passando por mim, toda perfumada,
Com um sorriso quente, aliciante.
 
A paixão começou no mesmo instante,
Enquanto passeavas, na calçada,
Dizendo, num olhar, ser tudo ou nada.
Promessas de uma boca provocante.
 
E, eu, tolo, acreditei no teu olhar,
Até ver que o teu braço foste dar
A quem, contigo, entrou no bar salão.
 
Voltei ao meu caminho, de seguida,
Amei muita mulher, na minha vida,
Porém nunca esqueci essa paixão.
 
Parede/ Portugal