NOITES INSONES
Clara da Costa
 
Da minha mente não sai o seu sorriso
Teu beijo ainda caminha pelo meu rosto
Da minha boca não sai o sabor da tua
Abro feridas, sangro a alma nua
 
De palavras não preciso
Quisera acalmar esse desassossego no peito
Essa saudade que sempre é a mesma
E perturba-me nas noites insones.
 
Quisera combater a ânsia
Essas infinitas sensações
Carregadas (ainda) com teu perfume.
 
Quisera fazer as horas voltarem a sorrir
Sentir cócegas de felicidade
Despertar o poema que está em coma.
 
 
***
 
NOVOS FASCÍNIOS
Eugénio de Sá
 
Poema em coma, não.Isso é cruel
Mesmo que a vida seja um desespero
Pega na pena, puxa plo papel
E dá magia a esses destemperos
 
Que o fascínio torna e em instantes
Volta a trazer arrebóis a tua vida
Quando o amor esteve de saída
 
Voltará o sossego e essa alma
que livre d'ânsias, retornará a calma
E sorrirás de novo a cada dia
 
Que a saudade é soturna e a'margura
funciona como água em pedra dura:
Matam-nos a poesia e a alegria.
 
Abril/12
 
 
 
 
 
 
 
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Eliana Ferraresi
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