Em certos momentos

o nada se apodera de nossos sonhos,

de nossa emoção...

vem a solidão.

 

Projetos de vida

se espalham pelo chão,

reina o silêncio,

onde antes tudo era festa e canção.

 

Os olhos parecem gritar,

sufocam as lágrimas que se escondem

no angustiante manto da saudade,

como  sombras que doem e ardem.

 

Pela janela entreaberta,

o luar espia,

o corpo se aquieta

no silêncio das quimeras.

 

***

No Silêncio Das Quimeras

Carlos Rubim

 

Corujando num voo sobre a brisa

Avistei no raio daquele luar

Penetrando na fresta...

Era aquela janela entreaberta.

 

Lá está ela, deixando reluzir

Sua lágrima brilhante ao luar

Tive que parar...indagar...

De onde vem a fonte a jorrar?

 

Respondeu, saudades...quimeras. O que me faz cantar, meus voos

São noturnos e meu olhar...

Se atrai às luzes brilhantes.

 

É, as delícias colhidas no caminho

Se destacam amalgamando a maturidade...

Presente...é a idade.

 

 



Arte e Formatação:

AugustaBS

 

 

 

:::VOLTAR:::