SEM ACHAR O TEMA
Clara da Costa

no silêncio atordoante
o poeta entra em cena,
encena
sem achar o tema.

no palco vazio,
sem musa,
chora...
***
 
 
 

DESESPERO DE CRIAR

Eugénio de Sá

 

Pena inerte na mão

dormência de papel

 

Calmarias da alma

ideias sem tropel

 

Vagamente um vazio

sem imaginação

 

Cansaço de ralhar

com a apática razão

 

Desespero de criar

d' expor credos e medos

 

Manifesto de amar

ou um mar de segredos

 

Finalmente um ruído

que sacode o torpor

 

É o sonho a fluir

é um sol sem calor

 

Anima-se o talento

e sai a criação

 

E acontece a poesia !

 

Fev/12

 

 

Sem Achar o Tema
Nelson Carvalho
 
Após o baile não consigo,
Ver se t'esqueço Iracema,
Acredita co'o amor brigo,
Vivo, SEM ACHAR O TEMA!