TUDO CHEIRA A SOLIDÃO

Clara da Costa

 

Um grito surdo,

uma explosão calada,

nuvens tempestuosas em surdina,

olhos que morrem na retina da

solidão,

Aquelas palavras não ditas,

a felicidade evaporada,

na fria madrugada,

consumindo a razão e os sentidos...

O tato persegue as horas,

ela acordada e muda,

ouvindo a voz da noite,

que se esvai junto com o silêncio,

Em cada canto,um dia teve o encanto,

de braços entrelaçados,

de corpos aconchegados,

de bocas coladas.

Sem ele,

tudo cheira a solidão...

 

***

 

TUDO CHEIRA A SOLIDÃO

Eduardo Gragnani

 

Um chamado perdido,

Uma emoção sentida,

Brisas arredias e sorrateiras,

Visão solitária que se fecha falecida

Palavras caladas,

Tristeza jorrada,

Luz da lua fria,

Esfriando cada passo ido

Dedos que somam dúvidas,

Uma história que fica nua,

Sons ecoam numa escuridão latente,

Fogem acordados em vertente,

A cada dia de repente um encanto,

Abraços apertados,

Corpos pertencentes,

Bocas amadas,

Sem ela.

Solidão íntima perdida.

 

Agosto/11

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Eliana Ferraresi
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