DUETO- UMA FOLHA EM BRANCO
Clara da Costa & José Ernesto Ferraresso

No encanto da noite,
uma irônica saudade,
ilusões desconexas,
uma folha em branco à espera...
A lua sorri, sob o olhar do mar
acariciando as sombras da noite,
enquanto meu olhar desnuda palavras
que não querem ser ditas.
As palavras soluçam,
flutuam,
navegam em minh'alma...
...enquanto uma folha em branco,
pede para ressuscitar... em mim,
o verso.

 

 

Ao vagar pela noite fria e vazia,
sem expectativas, desludido,
cabisbaixo e taciturno,
encontro-me diante de uma folha em branco.
Pensei, meditei, olhei e imaginei
como poderia preencher ,
este espaço vazio.
Olhei para alto e não sabia onde estava.
Encontrei-me na solidão e sem imaginação,
começo a divagar meus pensamentos
para esta folha completar.
As palavras se embaralham em minha cabeça,
lembro da juventude, da infãncia, dos barquinhos de papel,
quando a chuva fina começava a engrossar,
e eu soltava os barquinhos,
sem saber a direção que eles iriam tomar.
Talvez, esta folha devereia ser preenchida, não com o passado,
e sim com o futuro, com anseios e ideias ,
lembranças, sucesssos, desgostos, tristezas,
Enfim, não vejo solução de
preencher esta folha em branco até o fim.
Fev/12

 

 

 

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