OUTONO
 
Pelas vielas de um incerto outono
Passos imprecisos, sombras escassas
Caem as  folhas das várias árvores
Ares de mudanças, nuvens esparsas.
 
Rastros pelas ruas, passado recente
Folhas caídas, já amarelecidas
Retrato de um tempo não mais presente
De uma vida curta, situações vividas.
 
Sopra o vento, tudo se esvai na estrada
O perfume das flores e árvores semimortas
Ao se aproximar o inverno, estação gelada
 
Preciso que você fique bem mais perto
Para acompanhar-me numa deliciosa torta
Seu olhar diz que irá ficar, decerto.
 
GANDALF® - 23/03/2011
 
 
 

Outono
 
Narinas encostam num incerto outono,
 sentem cheiro de folhas mortas.
Um ácido paladar corta  gargantas
prometendo casa vazia de sol.
 
Passos decidem esperar pelas gotas
intemporais ao sol deposto pelas nuvens escuras
que mostram cara-de-pau para mãos úmidas
em meio a tarde fria.
 
O vento arrebenta a parede,
invade a sala de espera e
deixa  impacientes em desalinho.
 
Preciso que fique comigo,
preparo um café forte.
Seu sorriso diz que aceita.
 
Cássia Vicente
 
 
 
 
 
 
 
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