Boto
 
 
 
Sempre 
uma aventura
caminhar até você
nos espasmos noturnos.
Corpo nu entre o lençol e o cobertor
percorro caminhos no escuro,
 no meu canto, sem ninguém perceber
chego ao orgasmo
plural de nós
dois...
 
Te alcanço no céu,
chorando minha felicidade
sinto detalhes à beira da vaidade.
Invado tua privacidade,
prometo segredo,
te tenho no meu quarto.
 
Você,
onde estará neste momento?
Obscuro,
 finjo não querer saber
em braços d'outro.
 
 
 
Julho 2011