Raios e trovões
Cássia Vicente
 
 
 
Não tenho idéia do que quero escrever,
somente sinto desejo de escrever
a minh´alma inquieta
enquanto lá fora chove forte.
Trovões avisam que é chegada a hora.
eu me pergunto, hora do quê? Pra quê?
 
Não sei bem o que devo escrever,
se uma poesia de amor, um lamento,
ou quem sabe um sonho  quase possível.
 
Estrondos entram pela minha janela
e a claridade do raio tenta aclarar
minha mente, que
sente-se inibida ou deliberada a se esconder
neste momento confuso.
 
Serão meus sonhos levados para sempre
abafados dentro do medo?
Serão eles promessas não cumpridas?
Uma chance para resposta!
Ela não vem.
 
A chuva enfraquece e eu desisto.
Para sempre não sei, mas por hora
vou encerrar as letras e
não vou mais escrever.
 
O trovão acaba de bater na minha cara
o que não poderia mais esconder,
mas, escondo e ponto.
 
Dezembro 2011