Bom Dia : Cássia .

Bom dia hoje para você. Faz tempo que não apareço para uma conversa e hoje me deu uma vontade de falar sobre um assunto difícil, mas tão comum, a separação, talvez porque pessoas próximas a mim estão neste processo e fui refletir sobre este assunto tão delicado.

O que se pode fazer quando duas pessoas não se amam mais, ou apenas uma ama Cássia ?

Se não ama mais, nunca amou, apenas passou pela paixão, pela adoração, pela necessidade do apego, ou se amam, mas os conflitos culturais, de educação, de proposta de vida não se conjugam?

Alguns vão dizer, o amor de um basta! Assim não se pode viver a dois, porque a troca tem que existir! Um tem que aguentar pelo outro! Um e/ou os dois têm que suportar pelos filhos!

E a felicidade, fica na gaveta? Ninguém é feliz sozinho, a carreira não é solo, é em dupla, a dupla que se fortalece nas horas ruins e se engrandece nas horas boas e os seus frutos crescerão sem traumas. E se a insistência em se abdicar pelos filhos, pelo outro, faz com que a pessoa se anule, se machuque até que sua capacidade se quebre em cacos.

E os filhos como ficam? Se quebram ao meio, a psicóloga vai ser sua muleta?

Difícil, você pode contestar, mas melhor uma separação do que uma falsa e conturbada união refletindo nos filhos, no trabalho, na vida.

Roque Theophilo, psicoterapeuta e jornalista, escreveu num artigo que resumo aqui alguns trechos que achei importante. Ele diz que, enquanto o casamento perdura é comum ter atritos entre os cônjuges e por não serem devidamente resolvidos, vão se transformando em mágoas, sendo que muitas permanecem de forma indelével e não se apagam mais.

Considerando que culturalmente o casamento é para sempre, muitos cônjuges não aceitam o fracasso, daí a dificuldade de uma separação. Diz ele que, toda separação enseja psicologicamente um sentimento de desamparo, proveniente da perda do cônjuge. Diz também que, durante o período harmonioso são projetados sonhos um para com o outro, e, quando ocorre o epílogo do casamento surgem as frustrações e decepções... Após o rompimento começam a surgir sentimentos de culpa...

A falência de um casamento não se dá de uma hora para outra, trata-se de um longo processo para quais os parceiros contribuem com a participação de suas dificuldades pessoais... A verdadeira causa da culpa, numa abordagem psicológica, é subjetiva e se constrói, quase sempre, com a participação de ambos. E diz que, assim, seria imprudente culpar um ou outro...

Normalmente iniciam-se as perguntas sempre com o raciocínio embasado na autocomiseração e no sentimento de culpa produto de baixa-estima...

O que fiz para merecer isso? Porque não consegui que ele/a ficasse comigo, era muito ciumenta/o... Em resumo, procura-se praticamente desculpar a outra parte.

Diz que, no plano psicológico a separação torna ambos confusos e vulneráveis... Passa a causar maior frustração caso quem tenha abandonado possa ter vivido experiências difíceis: conflitos, ou a sensação de não ter sido suficientemente amado. A separação abre as feridas não cicatrizadas e as deixa expostas...Mesmo assim é possível sair mais forte desta experiência...A palavra chave é reagir e a pessoa não deve titubear em pedir auxílio, principalmente se sentir incapaz de sair sozinho da situação...Evitar ficar isolado, pensar que a vida não acabou, que ainda é possível encontrar um novo parceiro, evitar relacionamentos fúteis para tentar esquecer, aproveitar para exercer novas atividades, investir na vida profissional, evitar queixas do antigo parceiro, evitar os pensamentos de que tudo acabou por sua culpa, são importantes para a harmonia e o reajuste pessoal.

Diz ele, hoje, sabemos que numa separação a maioria dos casais está buscando o bem estar. Os conflitos psicológicos, os desajustes, os desvios culturais, a interferência dos familiares, a incompatibilidade sentimental, ou sexual, até o desamor para com o outro, a união sem a devida maturidade advinda de filhos de nada contribuem para tal.

Conclui dizendo que, é certo que o casamento exige certos sacrifícios para que possa subsistir, entretanto não é cabível renúncias que ultrapassam a sensibilidade e a natureza do ser humano.

Quando se casa é para sempre, assim que acreditamos, mas nem sempre isso acontece, o casamento é um jogo no escuro, uma caixa de surpresas a cada dia. Ninguém quer se separar pela pressão cultural, pelas cobranças, pelas satisfações, pela proposta que se fez quando disse sim, pela dor... Desde que nascemos ouvimos que casamento é para sempre.

Sofrimento é para sempre? Não! A felicidade sim Cássia !

Alguém que te julga cobra, está passando o que você está? Cada um sabe de si, cada casal sabe o que se passa entre quatro paredes. Não seremos nós o Pilatos, nem os Judeus, seremos o Pacificador, o colo. Depois de uma tempestade vem a bonança, isso ouvimos desde sempre e assim é que temos que ver as dificuldades e sabermos que amanhã sempre será um dia melhor do que hoje.

Não estou aqui para incentivar separações, mas para ativar a felicidade de ao acordarmos podermos dizer BOM DIA HOJE Cássia !

Cássia Vicente
Poeta e Aprendiz da Vida!
Jataí - Goiás - Brasil
cassiamvicente@gmail.com
www.saiadotom.com

 

 

 

:::VOLTAR:::