Aprendendo com a primavera

Cássia Vicente


Aprendi com a primavera;
a deixar-me cortar e voltar sempre inteira.
Cecília Meireles


Nossas dificuldades, nos fazem mutilados. É a nossa poda para que possamos
brotar novos ramos definidos em idéias e atos renovados. Isso dói, é verdade,
mas é a única maneira de aprendermos a deixar para trás os sofrimentos, transformando-os
em aprendizagem e crescimento, não é na poda que a planta se desenvolve mais saudável e
dá flores e frutos? Não é por acaso que a cada ano que completamos é chamado de mais uma
primavera.
O nosso pensares são as nossas raízes, a nossas podas são os nossos galhos que
deixamos contaminar, o nosso tronco é a nossa estrutura física ligada à terra, as nossas folhas são
os nossos dependentes e assistentes, as nossas flores são as nossas boas atitudes,
atos e ações, a nossa copa é o nosso extrafísico (espirito, alma...)
e os nossos frutos são os resultados desses germinares.
As abelhas que sugam o néctar das nossas flores, são nossas mensageiras.
As formigas que destroem nossas folhas são quem deixamos nos influenciar.
Quem abriga na nossa copa, são os que necessitam de nosso conforto.
Quem se alimenta dos nossos frutos são os por quem somos responsáveis.
Os adubos que colocamos e/ou colocam são o nosso fortalecimento para crescermos
sempre, apesar de..., são os nossos alimentos de aprendizado e fortalecimento,
outras vezes chegando a ser um veneno (sadio) para que possamos sentir as dores da negação
e lutarmos contra este mal mortificado. Porque temos em nossas raízes a razão maior para a vida.
Percebe como somos importantes, como devemos
cuidar da nossa árvore (sabedoria, vivência...) e não deixá-la se contaminar?
Como devemos voltar sempre inteira depois de cada poda, adubação (sofrimento, aprendizado...)?


setembro 2011
 
 
 
 

 

 

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