LIBERTANDO OS AFETOS


Nascemos na Terra para cumprir 3 estapas: nascer, viver, morrer.
Quanta alegria proporcionamos ao nascer.
Somos abençados, amados e depositam em nós esperanças e planos.
Enquanto crescemos, vivemos e partilhamos momentos bons e ruins, alegrias e tristezas,
surpresas e decepções, mas vivemos! intensamente cada momento.
Um dia, é chegada a hora da partida.
Então chegam as lágrimas, as lamentações. Todos, inclusive nós sabíamos que este dia chegaria.
Mas, o egoísmo fala mais forte, grita mais alto, porquê?
Temos que entender e mais, aprender a libertar nossos afetos, um dia será a nossa vez de planar
em outro céu, aquele conhecido céu de onde descemos ao nascermos.
Nos sentiríamos feliz partindo, sentindo todo sentimento de egoísmo e medo dos nossos
entes queridos, não permitindo que abramos nossas asas de anjo?
Porque sorrir ao nascer e chorar ao morrer?
Não seria os dois nascimento e ou morte?
Não deverámos então agradecer a mudança de plano simplesmente?
Porque quando passamos vinte anos sem ver um ente querido, mas sabemos que está entre nós,
não sentimos a perda, não choramos sua falta? por que a distância para nós não é uma perda, desde que saibamos que
ele está entre nós humanos.
Já, quando um ente querido passa para o outro plano a gente sofre, maldiz, chora...
Como somos egoísta.
Deveríamos ter o mesmo sentimento que temos por aquele que ainda está entre nós, mesmo distante.
Deverámos compreender mais a Lei da separação. A lei que separa corpos, não rompe sentimentos.
Sofreríamos menos, amaríamos mais, porque enquanto a gente sofre esquece de amar.
Assim também deverámos agir aos que optam por não mais ficar ao nosso lado por um motivo sentimental,
ou por uma força do destino, ou mesmo por opção de crescimento.
Libertar um afeto significa praticar o Amor.

Cássia Vicente

 

 

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