Pensamento para um Bom Dia HOJE:
...o esforço com que a traça procura libertar-se do casulo ajuda-a a segregar os venenos do corpo...
(Wallace Leal Rodrigues)

Bom Diia

Todos os dias, vejo traças nas paredes da minha casa. Elas insistem em enfeitar as paredes amarelas. Eu as matava, até que li a estória que transcrevo abaixo e mudou minha atitude.

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Meu pai era um homem frugal e bom. Ensinou-me, desde muito cedo, a entreter-me com as coisas aparentemente mais simples. Um dos meus passatempos em criança era colecionar os casulos das traças e assistir, na primavera, à emersão das borboletas, espetáculo - para mim – de arrebatadora beleza. A luta delas para escapar do cárcere despertava, sempre, minha compaixão. E um dia, com uma tesoura muito fina, papai veio e cortou a parede sedosa do casulo, ajudando o bichinho a se soltar. A borboleta, daí a um instante, estava morta. Era como se o trabalho fosse necessário à garantia de sua vida. “Filho” – disse papai - “o esforço com que essa traça procura libertar-se do casulo ajuda-a a segregar os venenos do corpo. Se o veneno não for expulso, o bichinho morrerá. O mesmo ocorre com a gente: quando uma pessoa luta por aquilo que deseja torna-se melhor e mais forte. Mas, quando as coisas se realizam sem esforço, nos tornamos fracos, pusilânimes, sem personalidade. E parece que alguma coisa morre dentro de nós.” Sei, hoje, que fui mais capaz de sustentar-me na adversidade, graças à lição tão profunda e tão viva que meu pai soube dar-me naquele dia. E tudo se deveu a uma pequenina traça morta...¨ (Wallace Leal Rodrigues do livro E, para o resto da vida).
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Não as mato mais, apenas as retiro. As traças como qualquer outro bicho é importante na natureza, não foi criada por acaso, assim como nós humanos, têm o direito à evolução.

... comparando a traça com a gente, pude tirar uma lição:

Assim como a traça precisa se esforçar para libertar-se do casulo para sobreviver, nós precisamos nos libertar dos sofrimentos, problemas, adversidades, medos, inseguranças... Sozinhos, nos esforçando para deixarmos o veneno ser expulso da nossa pele.

A traça vive pelo seu esforço, nós viveremos pelo nosso esforço. Se a traça receber ajuda para sair do casulo ela morrerá pelo seu próprio veneno.

Nós humanos, acostumados com o “pegar no colo” acabamos nos acomodando e nos envenenando com a preguiça, com o comodismo, com o “esperar que o outro (pai, mãe, amigo, colega de trabalho, Jesus, Deus, Santos...) faça por nós”.

A traça na sua sabedoria Vive, nós humanos quando ludibriamos a nossa sabedoria, que é inata e a deixamos escapar pela falta de observação íntima, apenas sobrevivemos.

A diferença é que a traça tem um só casulo, a vida dela é curta. Nós humanos temos muitos casulos, ousaria dizer um casulo para cada dia de vida!

Precisamos romper nossos casulos e viver verdadeiramente, plenamente, enfrentando nosso veneno e dando a ele o antídoto que possuímos.

Todos nós somos capazes de viver plenos como a traça quando se liberta sozinha do seu casulo.

Você, está se libertando sozinho dos seus casulos diários ou, está esperando que alguém venha te libertar?

Já deu o seu primeiro voo solo?...

O primeiro voo solo... Entender a liberdade que conquistou e sentir a leveza do EU. Ser responsável pelos atos e ações, pelas atitudes tomadas em relação ao outro.

Não há nada mais gratificante!

 

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