"Todos querem o perfume das flores,
mas poucos sujam as suas mãos para cultivá-las."

(Augusto Cury)


Adoramos sentir um cheiro bom, sem percebermos aguçamos os sentidos e damos vazão para emoções muitas vezes inesperadas.
Colocamos nosso olhar à prova, nosso paladar fica mais apurado, nossos desejos afloram fantasias...tudo pelo cheiro agradável que sentimos. Adoramos o "venha à nós", que venha a brisa perfumada!
Colocar as mãos para trabalharem a favor do cheiro bom, do perfume que vai aliviar dores, matar a sede e saciar a fome do corpo e da alma, são poucos os candidatos, preferimos observar, criticar,
até elogiar, mas como expectadores que não necessitam serem cobrados, porque todo ato perfumado gera uma cobrança e nem sempre a cobrança vem em forma de flor.
Um exemplo, elogiamos o perfume da rosa mas cobramos a sua pouca durabilidade. No nosso egoísmo esquecemos que todo cheiro vem e vai, é a onda do bem e do mal atraída pelas diversas densidades fluídicas para purificação da alma que trazemos presa ao corpo.
A semente para ser plantada, precisa da água, que acaba virando quase lama nas mãos corajosas e bondosas que a colocam na terra para que ela possa crescer e florescer, emanar seu perfume e sua forma. Nem sempre a sua beleza vai ser compatível com o seu delicioso perfume pelos olhos julgadores que as olham cobrando aparência. E a aparência está contida no seu interior, é de lá, por causa dela que o perfume emana para fora.
Somos preguiçosos, ou acomodados, ou medrosos, ou enojados pela vaidade ao cultivo, muitas vezes colocar a mão na sujeira (e sujeira é subjetiva) é necessário para surgir o perfume, e quantos perfumes não são deliciosos, inspiradores, renovadores...
Se tivermos coragem e iniciativa para cultivar uma sementinha, vamos ter com certeza como resultado um perfumado presente.
O nosso próximo é a nossa melhor semente, vamos "sujar" nossas mãos na terra da solidariedade e vamos colher os frutos perfumados. As flores e os espinhos são necessários para que o conjunto de ações se faça evolutivo. Quem quer apenas o perfume não tem o privilégio de sentir o tato aveludado, se mutila sem perceber. Observe!
Não queremos ser pela metade não é mesmo???
Cássia Vicente, aprendiz da vida!

Junho 2011

 

 

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